sexta-feira, 2 de maio de 2014

AINDA SOBRE A DEPRESSÃO


Não basta apenas conhecer os sintomas da depressão, há que se tentar junto com o paciente encontrar uma saída.

Em meus anos de atendimento à pacientes com depressão percebi que esta doença é uma das mais incapacitantes, dolorosas e mais lentas, por este motivo o processo de terapia é tão demorado.

A depressão é a falta de saída, de energia, de esperança, o mundo fica cinza, não há mais cor na vida. Tudo que antes tinha significado fica perdido.

No primeiro momento, na primeira consulta o paciente deve ser ouvido, caso este não consiga falar, deve-se  tentar direcionar o paciente para facilitar algo que é difícil – a primeira vez na frente do psicólogo (um estranho) que saberá sobre coisas muito íntimas de sua vida. Mas isto acontecerá aos poucos.

Por experiência uso a linha cognitiva que mostra sobre a maneira de pensar do paciente, a qual pode haver fatos distorcidos da realidade, tentando abreviar seu sofrimento.

Aprendemos desde pequenos a pensar de maneiras como pensam os que nos rodeiam e às vezes não nos damos conta de que estes pensamentos foram aprendidos e não são nossos.

Não quero aqui dizer que este método é uma maneira de mudar pensamentos; mas sim uma maneira de fazer o paciente refletir, pensar a sua vida de maneira mais verdadeira.

E depois quando o paciente estiver mais fortalecido poderemos usar a linha psicanalítica para aprofundarmos mais nas questões conflitantes.

É um processo e, portanto devemos ter paciência e persistir, pois o desânimo leva ao abandono da terapia e em muitos casos há necessidade de um tratamento medicamentoso junto com tratamento psicoterápico e apoio familiar.

 Por Célia Alves de Lima Ribeiro

 

 

 

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